Em uma reunião com funcionários de uma loja de uma loja de óptica e cine foto onde eu trabalhei em 1987, usei alguns dos argumentos abaixo e resolvi reeditá-los por ver o quanto eles ainda atuais, vejam:
De alguma maneira, todos os funcionários de uma loja são contratados para um único fim, vender. Todos sim, quem trabalha cuidando da limpeza, o office-boy que pouco fica na loja e o caixa que com um sorriso e simpatia atende o cliente.
Uma venda na verdade não se conta pelas notas fiscais emitidas do produto, que o cliente está levando. A empresa espera e quer uma prestação de serviço mais valorosa, mais profissional, mais abrangente. Num simples e às vezes “mecânico” bom dia de qualquer funcionário que esteja na loja no momento em que entra um cliente na loja, já estaremos contribuindo com esta prestação de serviço valorosa que segue na atenção especial que ele receberá do atendente no balcão. Se cortesia e atenção fazem parte da boa educação, então por que não usar na prestação de serviço, agregando a este valor e tornando um diferencial no seu trabalho? É preciso reconhecer que este cliente que visita nossa loja em busca de uma informação, às vezes, pode tornar-se um assíduo comprador. Um bom Consultor Óptico precisa deste gatilho que para iniciar e concretizar uma boa venda, ter à sua frente alguém que necessite de seu trabalho, e pode colocar toda sua capacidade e conhecimentos adquiridos para atendê-lo, mesmo que este atendimento seja um ajuste nos óculos adquirido em outra loja. Na verdade o ajuste de óculos parece uma tarefa simples, mas não é, pois óculos mal ajustado pode causar terríveis danos ao usuário, além de que quem faz o ajuste deve ter habilidade para isto que vai da empatia à criatividade. É preciso um envolvimento com o cliente, sobretudo quando se trata das pessoas com mais idade.
O balcão de revelação era outro departamento da loja onde as pessoas deixavam seus filmes para revelar. O que parece uma tarefa simples e mecânica pode se tornar uma oportunidade de cativar o cliente, com um sorriso e uma camaradagem de passar a ele as promoções que estão sendo oferecidas na volta de seu filme revelado, excitando nele a curiosidade de ver suas fotos o mais rápido possível. Naquela época poucas lojas tinham um laboratório de revelação em 1 hora e hoje nem há mais necessidade de se ir a uma loja ver suas fotos. Estamos vivendo a Era Digital, mas esse é um assunto para outra hora. Na volta de seu filme revelado em que sua ansiedade é grande, devemos aproveitar o momento para elogiar as fotos que ficaram boas, com muita sinceridade e as que não ficaram tão boas explicar os possíveis erros cometidos para que sejam corrigidos na próxima vez. Qual o pai ou mãe que não fica feliz quando alguém elogia a beleza de seus filhos?
Nosso trabalho é muito bonito, pois lidamos com a saúde da visão e a emoção que é o registro de um momento vivido através da fotografia.
Nesta época contava com uma equipe muito eficiente e transcrevo aqui não por uma nostalgia, mas mais para fazer uma observação sobre o quanto estamos expostos às novas tecnologias que facilitam nossa vida, mas que por outro lado está nos tirando oportunidade de convivência. A óptica no seu exercício nos dá oportunidade de estarmos em contato com altas tecnologias e não nos tira o convívio mais próximo com pessoas.
Roberto Inacio - ex. gerente de loja, técnico em óptica, técnico em RH, consultor e coach.
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